A psicanálise é constituída de duas partes: As teorias sobre o funcionamento humano em termos psicológicos, e as técnicas de tratamento. Da mesma forma que a anatomia e a fisiologia, conhecimentos fundamentais, dão uma base sólida a todas aquelas especialidades acima mencionadas, o conhecimento psicanalítico também fornece fundamentos para uma série de atividades, tais como a educação, a psicologia (individual e social), agora a psicopedagogia, etc. Neste módulo vamos demonstrar as relações entre educação e a psicanálise, possíveis elementos que ultrapassem a psicologização dos problemas educacionais essencialmente de origem social, política e econômica. Entretanto, não se descarta o aspecto frutífero desta relação, que pode ser a utilização da hermenêutica psicanalítica aliada à crítica dialética da cultura. Ao nos apropriamos de uma leitura frankfurtiana do pensamento de Freud, procuramos mostrar a importância da psicanálise para a reflexão sobre a produção do conhecimento, sobre a relação professor-aluno e para a denúncia de posturas pedagógicas meramente adaptativas e não emancipatórias. As maiores contribuições da psicanálise em relação à educação, em geral, se dão através do estudo do funcionamento do aparelho psíquico e dos processos mentais, onde ocorre a aprendizagem, do estudo dos vários tipos de pensamento, da aprendizagem através dos processos de identificação e dos processos de transferência que ocorrem na relação professor-aluno.
A Neuroanatomia é um ramo da Anatomia, que por sua vez, é uma das áreas de estudo da Medicina. Entretanto, na atualidade ela é também uma grande aliada da Psicanálise, pois o conhecimento das estruturas do cérebro, responsáveis pelas emoções é fundamental. Sabendo da importância desta disciplina para o nosso curso, você, caro aluno do curso de formação em Psicanálise Clínica, receberá um conhecimento que deverá acompanha-lo sempre, de agora em diante. O objetivo deste trabalho é verificar os conceitos fundamentais de Neuroanatomia relevantes à psicanálise, a partir de seus pressupostos básicos, lembrando que tais conhecimentos são essenciais para a evolução do homem, bem como para se ter uma dimensão e um foco psicológico e antropológico do desenvolvimento do sujeito em seu caráter global do comportamento. Nesta perspectiva, a neuroanatomia aliada à psicanálise tenta enxergar o ser humano à luz destes dois campos do saber e, para assim, permitir a reflexão sobre os aspectos e os possíveis correspondentes neurais dos estados subjetivos, sem inferiorizar a condição proximal de ambas as disciplinas nem a subjetividade humana. Desta forma, um dos objetivos deste módulo é apresentar os itens mais relevantes destes campos do saber, para desta forma, alcançar um resultado final mais coerente e contextualizado.
A psicanálise atual contribui cada vez mais para
compreensão da mente humana, bem como seus distúrbios e os tratamentos para os
mesmos. A neurociência, por sua vez, tem confirmado inúmeros postulados
psicanalíticos da atualidade, no que diz respeito ao estudo das diversas funções
do cérebro, com relação às emoções. Todavia, os neurocientistas não podem mais
deixar de lado as contribuições da psicanálise, com relação ao inconsciente e
sua importância na vida do homem, pois a psicanálise não despreza o
desenvolvimento das ciências cognitivas e das neurociências em geral. Nesta disciplina
vamos abordar assuntos de fundamental importância. Vamos começar explicando o
que é Neurociência e qual seu papel na atualidade. Vamos falar também sobre o
que é aprendizagem e vamos tratar de um assunto que cada dia se torna mais
importante no que diz respeito à comunicação e relacionamento interpessoal, a
PNL. Vamos explicar o que é PNL – Programação Neurolinguística, bem como quais
são suas pressuposições; o que ela faz e como pode contribuir para melhorar
nossa comunicação. Posteriormente vamos abordar a mente
consciente e inconsciente, bem como, falar de maneira detalhada sobre
relacionamento, estado emocional e linguagem. Certamente, cada assunto abordado
nesta disciplina será primordial para o seu bom desempenho na formação a qual
está prestes a receber.
Nesta disciplina de
Procedimentos Terapêuticos na Clínica Psicanalítica I vamos rever alguns pontos
de fundamental importância para o exercício da Psicanálise. Como profissionais,
temos que exercer nossa função com excelência, lembrando sempre que é uma
grande responsabilidade, pois vamos lidar o tempo todo com as questões emocionais,
com o adoecimento da alma humana. Portanto, não podemos agir de modo
irresponsável e irreverente. Temos que ter empenho, dedicação, conhecimento e
acima de tudo, amor e respeito pelo outro, pois nosso papel é ajudá-lo a se encontrar,
a encontrar dentro de si mesmo, as respostas para os questionamentos que tanto
o afligem. Respostas para situações atuais, respostas para conflitos que o
acompanham desde sua infância. O papel do
psicanalista é fundamental e este é o nosso objetivo: ajudar você a se tornar uma referência, um profissional capacitado a
desempenhar a função para a qual você está aqui a se qualificar. Sugerimos que
você estude este material com afinco, com dedicação e com a certeza de que esta
formação traz para sua vida uma habilidade capaz de ajudar a você mesmo, em
primeiro lugar, e às pessoas que surgirem em seu caminho precisando de apoio e
cuidado. Leia, releia este material, estude-o e, ao final dele, tenho certeza,
você perceberá que está muito mais maduro hoje, do que no início deste curso e
também muito mais preparado para exercer o seu papel na sociedade, afinal, você
nasceu para tornar melhor o mundo a sua volta, você está sendo curado, para
ajudar a curar outros; você é um sucesso, um vencedor!
Nesta disciplina de Procedimentos Terapêuticos na Clínica Psicanalítica II, vamos abordar assuntos de grande importância para a área da Psicanálise. Neste trabalho vamos rever as principais patologias e transtornos mentais que acometem as pessoas na atualidade. Vamos falar sobre depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, TOC, dentre outras. Vamos abordar os tratamentos e medicamentos mais indicados pelos profissionais de psiquiatria e como esses tratamentos são recebidos pelos pacientes. Vamos abordar também o papel do psicanalista, no sentido de colaborar para que o tratamento tenha o melhor resultado possível. Como a terapia pode contribuir para que a pessoa desfrute de uma vida normal ou quase normal, levando em consideração, é claro, a limitação apresentada pela pessoa, em função do transtorno que a acometeu. A terapia é uma ferramenta fundamental para que a pessoa viva a sua vida de maneira livre; livre de seus medos, livre dos fantasmas criados pelo seu inconsciente, determinado ainda quando criança. Conhecer os transtornos, bem como conhecer os tratamentos e tudo que envolve a patologia e as possibilidades de viver uma vida normal, mesmo sendo portador de alguma delas é fundamental; o bom profissional olha além, ele se preocupa com o todo, com o universo ao qual a pessoa pertence e aquilo que pode desestrutura-la, portanto, quanto melhor e mais dedicado for o profissional, melhores serão os seus resultados. E este é o objetivo desse trabalho, qualificar profissionais excelentes, verdadeiros agentes de transformação de vida.
Vincular a Psicanálise à Escritura Sagrada não é uma tarefa fácil. Muitos estudiosos repudiam esta ideia por julgarem que elas são opostas entre si. Embora podemos observar grandes avanços no que diz respeito ao diálogo entre estes dois conhecimentos, ainda há um longo caminho a ser trilhado. Na atualidade já observamos um considerável aumento no número de profissionais habilitados tanto em teologia quanto em psicanálise. Teologia e Psicanálise tratam o ser humano como um todo, e é exatamente o que este trabalho pretende mostrar. Neste trabalho vamos falar sobre a visão de Freud a respeito de Moisés e como seus trabalhos psicanalíticos acabavam por desconstruir o judaísmo e indiretamente, a fé na Escritura Sagrada. Vamos falar também sobre o que é resiliência e sua importância para o nosso dia a dia. Como ela pode nos auxiliar no enfrentamento das dificuldades que muitas vezes, nos levam a experimentar a dor, a angústia, o medo e tantos outros sentimentos que se não cuidados podem se tornar patológicos. Vamos abordar ainda as crises enfrentadas pelos grandes homens de Deus e como a fé foi fundamental para que eles não sucumbissem a elas. E para finalizar vamos falar sobre o poder curativo da fé. Desfrute deste material o máximo possível, pois ele será muito importante para você, em sua jornada psicanalítica.
O presente trabalho tem por objetivo proporcionar ao aluno o acesso às
informações primordiais sobre a sintomatologia na clínica psicanalítica.
Inicialmente serão apresentados os conceitos a respeito de normalidade, ou
seja, quais as características que definem uma pessoa como normal ou não. A partir da segunda unidade serão abordados assuntos relacionados à
doença; o que é, de onde e como surge; o que provoca na vida de um indivíduo,
bem como de sua família. A doença possui aspectos que lhe conferem atributos de
símbolo, de caminho e de linguagem da alma, para expressar o que está oculto. Os
sintomas possuem um papel fundamental em qualquer patologia, pois eles
sinalizam que algo está errado e é a partir deles que o médico ou psicanalista
chegará a um possível diagnóstico, bem como serão fundamentais para a definição
do tratamento. Quando uma pessoa está doente todo seu ser é afetado. Todavia, se
conhecemos a causa da doença, no sentido de raiz, ou seja, o que aconteceu, na
alma, que eclodiu, no corpo, em forma de doença, temos a condição e os meios
para definir um tratamento que será eficaz e levará esta pessoa novamente ao
equilíbrio. Vale ressaltar que se a alma é sadia, o
corpo também o será, mas o contrário também é verdadeiro, uma alma doente
resultará, incontestavelmente, em um corpo doente. Portanto, estude este material
com afinco, dedique-se ao máximo, pois quanto mais você estudar mais bem
preparado estará para ajudar às pessoas que forem colocadas em seu caminho.
Faça algo pela alma do outro e sua alma será cada vez mais equilibrada.
Nesta
disciplina vamos falar sobre a importância da entrevista no processo
terapêutico. Serão abordados diversos aspectos concernentes à conduta do
terapeuta na condução da análise, bem como, diversos aspectos do comportamento
do paciente em relação a terapia e ao terapeuta. A relação terapeuta-paciente é
uma relação delicada que requer muita atenção, cuidado, paciência, dedicação,
para que se chegue ao sucesso e consequentemente, a melhora, no que diz
respeito às demandas emocionais de cada analisando, bem como do analisante, já
que o analista também tem seus conflitos internos a serem vencidos. A
primeira unidade vai tratar dos aspectos fundamentais da entrevista na
psicanálise. Já a segunda unidade vai tratar dos aspectos do paciente de uma
maneira global, posteriormente vamos falar sobre a avaliação psiquiátrica e
seus principais pontos. Em seguida, o assunto em pauta será a primeira
entrevista e o quanto ela é importante para que o tratamento terapêutico
transcorra com tranquilidade e se chegue ao sucesso; que a terapia, bem como o
terapeuta, sejam aliados do paciente, na vivência de uma vida da qual pouco se
conhece e que tanto se deseja viver e viver com qualidade. Nosso
desejo é que ao final desta disciplina, você, futuro psicanalista,
tenha consciência do seu papel nesta carreira que, antes de ser profissional é
uma carreira de autoconhecimento; que você seja despertado a se conhecer, a se
curar, para que em tempo oportuno, você tenha condições de ajudar a outros a
alcançarem o que você mesmo vem alcançando, dia após dia, numa busca do si
mesmo; numa busca por se tornar inteiro, pleno, consciente de sua vocação, seu
chamado, de dar ao próximo o amor que você descobriu em você. Como disse Carl
Gustav Jung: “Conheça todas as teorias,
domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma
humana.”
A
psicoterapia breve como o próprio nome já diz é uma intervenção terapêutica com
tempo e objetivos limitados. Os objetivos são estabelecidos a partir de uma
compreensão diagnóstica do paciente e da delimitação de um foco,
considerando-se que esses objetivos são passíveis de serem atingidos num espaço
de tempo limitado (que pode ser ou não preestabelecido), através de
determinadas estratégias clínicas. Na
psicoterapia breve o paciente é motivado para a ação pelo analista. Em alguns
casos, são propostas atividades entre as sessões o que torna o paciente mais
ativo e participante, adquirindo ferramentas para lidar com situações difíceis,
habilidades para relacionar-se bem com as pessoas, amenizando a tensão interna
que pode causar ansiedade, tristeza, agressividade, melancolia, sentimentos de
inadequação, inseguranças, etc. Adquirindo novas habilidades psíquicas frente à
vida, ele percebe que obtêm uma sensação de controle e minimiza sentimentos
ruins de impotência e desamparo. A
psicoterapia breve psicanalítica produz resultados significativos logo nas
primeiras entrevistas quanto à possibilidade de mudança do olhar para os próprios
conflitos, quando o paciente passa a conscientizar-se dos mecanismos de defesa
inconscientes que interferem na boa resolução de seus problemas. A
possibilidade de expressar-se livremente numa terapia permite ao paciente
conhecer mais detalhadamente as questões que o fazem sofrer, as quais
mantiveram-se escondidas ou colocadas em segundo plano por um longo tempo em
que o paciente resistiu a uma análise mais profunda. As exigências do dia-a-dia
e as resistências inconscientes contribuem para adiar a decisão de iniciar um
tratamento psicoterápico, porém, cada pessoa pode reconhecer nas suas reações
físicas e emocionais quando está chegando ao seu limite e necessita de um
acompanhamento terapêutico. Esta
é uma disciplina muito importante, pois apresenta um tipo de psicoterapia que
está em franco crescimento, por proporcionar resultados satisfatórios em
diversos tipos de transtornos mentais. Principalmente pelo fato de se perceber
tais resultados num espaço de tempo mais curto, mas não menos eficaz.
Este módulo apresenta uma abordagem sistemática sobre alguns transtornos da atualidade. Transtornos neuróticos. Transtornos de ansiedade. Transtorno obsessivo-compulsivo. Transtornos relacionados ao stress. Transtornos Dissociativos. Transtornos de personalidade. Transtornos alimentares. Deficiência intelectual. Autismo. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Outros transtornos da infância e adolescência. Para o psicanalista é fundamental conhecer as particularidades de cada transtorno. O conhecimento possibilita ao profissional prestar uma ajuda de grande qualidade às pessoas que chegam até ele. Qualquer pessoa, portadora de determinado transtorno tem direito a uma vida normal. Tem direito a desfrutar de amizades, amor e qualidade de vida. Ao psicanalista cabe a tarefa de ajudá-la a trilhar os caminhos para esta busca, até que possa encontrá-la.
Nesta disciplina vamos entender melhor o que é sexualidade e como ela surge em nossa vida. Vamos falar também sobre os transtornos relativos ao desejo e à resposta sexual. Outro assunto tratado será a identidade de gênero, um assunto muito atual que tem causado calorosos debates e discussões na esfera psíquica, bem como educacional e política. Vamos conhecer um pouco sobre as parafilias, e vamos falar de maneira mais minuciosa sobre a pedofilia, um assunto delicado, perturbador e muito polêmico, mas como psicanalistas precisamos conhecê-lo de maneira bem profunda, pois certamente, em algum momento de nossa carreira poderemos nos deparar com tal situação. O conteúdo aqui descrito tem o objetivo de despertar em você, caro aluno, uma postura de reflexão e crítica, no que diz respeito às questões que envolvem a sexualidade. Como profissionais da área de saúde mental devemos saber que a sexualidade vivida de modo não saudável acarretará problemas de ordem psíquica, e alguns desses problemas podem gerar sérias consequências na vida do ser humano. Que você possa desfrutar desse conhecimento de maneira plena e que ao final desta disciplina possamos conhecer mais sobre um assunto que nos acompanha desde o nascimento, mas ainda é um tema absorvido em muitos tabus, preconceitos e medos, estabelecidos ao longo dos anos e que pretendemos, nesta disciplina, descortiná-los.